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PTC investe no mercado brasileiro

 

 

A PTC deseja crescer 25% no Brasil em 2006
Para isso, oferece produtos a preços comptetitivos – com pagamento facilitado – e prepara manuais em português

 

Colheitadeira de milho desenvolvida pela AGCO do Brasil

A Parametric Tecnology Corporation - ou PTC, como é conhecida - está decidida a ampliar sua participação no mercado sul-americano de CAD 3D para pequenas e médias empresas. O famoso Pro/ENGINEER Wildfire, em sua versão mais compacta, está sendo oferecido no mercado por menos de US$ 5 mil. Além disso, a companhia desenvolve agressivas campanhas de marketing em que aplicativos específicos chegam a ter descontos de 50% sobre o preço da tabela por período determinado. E, em 12 de abril, quando a versão 3.0 do Pro/ENGINEER Wildfire chega ao brasil deverá haver promoções de lançamento.

Segundo Hélio Samora, direto da PTC América Latina, a empresa desenvolve soluções CAD 3D para pequenas e médias empresas desde 1998, quando foi lançado o Pro/ENGINEER Foundation, por US$ 7 mil. Anteriormente, uma licença do Pro/ENGINEER custava US$ 26 mil. "Avirada começou em 1998. E desde 2002 alinhamos nossos preços para exatos US$ 4.995.", explica. "Só que não fazíamos um marketing agressivo".

As empresas que desenvolvem ferramentas de software para qualquer área tendem a fabricar versões cada vez mais acessíveis em termos de preços, porque o mercado de grandes corporações está saturado.

A menos que resolvam migrar para soluções de outros fabricantes, o que se pode esperar no segmento de grandes usuários são investimentos em atualizações. Já o mercado de pequenas e médias empresas é imenso em todo o mundo, e especialmente promissor em economias emergentes.

Porém o mercado de pequenas e médias empresas é pulverizado e para atingi-lo é necessário desenvolver estratégias de marketing estruturadas para tal finalidade. Mesmo os fabricantes de produtos especializados como os CAD 3D precisam que seus nomes sejam lembrados por potenciais usuários. E mais, precisam fazer saber que seus softwares são comercializados por preços que cabem no orçamento de empresas de menor porte. Além do software a preço acessível, a estrutura de hardware a ser exigida precisa ser pequena e de baixo custo.

Conforme Samora, o Pro/ENGINEER Wildfire cumpre todas a s exigências para atender as necessidades de empresas que desejam ter uma solução eficiente e de baixo custo. "Nosso software roda em qualquer PC com 256 MB de RAM e placa de vídeo. O sistema operacional pode ser Windows ou Linux." afirma.

O executivo destaca que no Brasil existem usuários que o rodam o CAD 3D da ptc sobra plataforma Linux. "Eles têm 20 assentos", afirma o diretor, lembrando que o sistema roda também em UNIX.

Conforme o diretor, o Pro/ENGINEER Wildfire roda em qualquer PC com recursos mínimos porque é extremamente leve, ocupando cerca de 700 MB em disco, considerando o CAD 3D e o CAM - a PTC tem o ProManufacturing, mas o usuário pode optar pelosistema que lhe for mais conveniente. "Os projetos desenvolvidos também são leves, e ocupam cerca de 10 vezes menos espaço do que os desenvolvidos em outros CADs 3D", garante.

 

Samora: A meta é conquistar 150 novos clientes neste ano

Penetração - A PTC tem uma base de 1,2 milhão de licenças instaladas em todo o mundo, das quais 400 mil são comerciais.

As restantes 800 mil estão instaladas em instituições de ensino, como escolas técnicas e universidades, que recebem o software por preços simbólicos, segundo Samora. "Somos líderees mundiais em base instalada", diz. O executivo enfatiza que no rol de clientes estão empresas mundiais dos mais variados segmentos, incluindo o aeroespacial, automotivo e de bens de consumo, entre outros.

"Na indústria automobilística, temos usuários como a Toyota, que dispensa apresentações, com mais de 1.000 licenças; a Volkswagen, que é a quarta maior montadora do mundo, e a Hyundai, que é a montadora que mais cresce nos EUA", exemplifica. "A Ferrari usa nosso software para desenvolver a parte mecânica (motor, suspensão e chassi)", complementa. Na área de bens de consumo, a lista de usuário PTC é também extensa e inclui nomes como Sony, LG, Samsung, Siemens e HP.

No Brasil, onde está presente com filial desde 1996, a PTC tem 8 mil licenças, das quais 3,5 mil são comerciais e estão instaladas em cerca de 500 empresas. Segundo Samora, 70% das licenças estão em empresas que têm de um a três assentos. "São de pequeno e médio porte, portanto", explica.

Assim como em todo o mundo, a clientela da PTC no Brasil é variada e inclui nome conhecidos como Randon, Tramontina, Jacto, Gradiente, Itautec, Tigre e Bardella. Mas várias empresas pouco conhecidas do grande público utilizam o Pro/ENGINEER, como a Krisma, de Joinville (SC), a maior matrizaria da cidade, com foco em moldes de grandes tamanhos para a indústria de bens de capital e automotiva. "A empresa tem cinco licenças", informa Samora.

"No mercadoe de fabricantes de moldes e matrizes, temos cerca de 30 usuários. E, como se sabe, neste segmento a grande maioria das empresas é de pequeno porte".

Foco - "O nosso foco está na otimização da produtividade do cliente", observa Samora. "E acreditamos que é exatamente isso que o nosso cliente necessita, tanto é que nosssas vendas têm crescido de forma consistente, não só no Brasil como em todo o mundo".

De acordo com o executivo, no ano fiscal encerrado em 30 de setembro de 2005, a PTC faturou US$720 milhões - um resultado 13% superior a do exercício anterior. No primeiro trimestre do ano de 2006 (outubro e dezembro de 2005), o faturamento da empresa atingiu US$ 192 milhões, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. "A PTC vem crescendo de forma consistente para atingir o objetivo de faturar 1 bilhão ao ano em 2008" , antecipa o diretor da PTC América Latina.

Conforme Samora, no exercício fiscal passado, o Brasil participou com 1,5% do faturamento global da empresa. Para este ano fiscal, a meta é aumentar o faturamento no mercado brasileiro em 25%. Em 2005 (ano-calendário), a PTC conquistou 102 clientes novos no Brasil e em 2005 planeja ter mais 150 novos usuários. Aliás, um primeiro - e de peso - já fechou o negócio: o CTA, que comprou 56 licenças num pregão, em que colocava 93 itens de exigências técnicas. "Cumprimos todos eles, as implantações forma iniciadas em março".

"Nossa base é grande no Brasil, mas a meta de crescer 25% pode sr atingida, pois temos um produto extremamente competitivo. Além disso, oferecemos um suporte de qualidade, seja por meio das nossas dez revendas no Brasil, seja diretamente coma PTC, seja via internet", comenta, destacando que sua empresa é a única do ramo que oferece suporte 0800, com atendimento em português, que atendem em nossa língua".

Além do suporte em português, a empresa começa a produzir catálogos em nossa língua. No segundo semestre, a empresa deverá também ter seu site em português.

Em tempo, o Pro/ENGINEER pode ser adquirido em até 18 pagamentos mensais em algumas revendas (há revendas que oferecem prazos menores), com preço fixado em dólar.

 

Fonte: revista Metal Mecânica - Abril/Maio 2006

 

 

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